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Projeto de Bauru é o grande ganhador do Prêmio Instituto 3M

Na quinta-feira, dia 8 de março, as equipes integrantes dos projetos finalistas e representantes das organizações e Instituições de Ensino Superior (IES) parceiras se reuniram no Centro Técnico para Clientes (CTC) da 3M do Brasil, em Sumaré (SP), para o anúncio do vencedor do 4º Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários.

O grande vencedor da noite foi o projeto Consolidação do projeto bambu no Assentamento Rural Horto de Aimorés, de Gabriel Fernandes dos Santos, aluno da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP/Bauru). A iniciativa busca capacitar a comunidade do assentamento rural Horto de Aimorés, em Bauru, para a produção artesanal de materiais feitos de bambu, gerando renda, educação, lazer e cultura na região.

Os projetos Conhecendo as abelhas sem ferrão, da Universidade Federal do Amazonas (AM), e Reliqua, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (RJ), conquistaram, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares.

Fotos: Projetos participantes se reuniram para a grande premiação do 4º Prêmio Insdtituto 3M para Estudantes Universitários / Priscila Pires

Encontro de projetos marca início das ações em 2012

Inúmeros foram os projetos inscritos. Mas somente oito foram os felizes escolhidos para integrarem a 14ª edição do Prêmio Santander Universidade Solidária.

Após a cerimônia de premiação, realizada em novembro, os participantes se reuniram em Nazaré Paulista (SP) para o I Encontro de Coordenação de Projetos da edição, realizado nos dias 14 e 15 de fevereiro. Nele, professores, estudantes e membros das comunidades envolvidas conheceram um pouco mais sobre a metodologia de trabalho UniSol/Santander, além de trocarem experiências com os demais grupos e iniciativas ali presentes.

Pró-reitor de graduação  da Universidade Federal de Uberlândia, conselheiro da AlfaSol e também consultor voluntário do UniSol, Waldenor Barros Moraes Filho deu início à programação do encontro e logo avisou: “Depois da seleção vem a euforia, e agora é a execução que importa. E ela envolve compromisso. O projeto a partir de agora é nosso, e a nossa parte implica em acompanhamento, monitoramento, avaliação e realinhamento. Aqui, nós asseguramos que as Instituições de Ensino Superior (IES) cumpram com o prometido. Fizemos um acordo e vamos cumpri-lo.”

Em dois dias de trabalho, os integrantes de cada um dos projetos selecionados foram estimulados a trocar experiências entre si. Uma apresentação ali, um comentário aqui, e logo aqueles que tão pouco se conheciam já iniciavam um trabalho conjunto para a transformação de cada uma das iniciativas propostas, identificando similaridades e potenciais parcerias para viabilização dos projetos.

O consultor voluntário do UniSol, professor Luiz Fernando Coelho de Souza, ressaltou o papel fundamental da comunidade e da participação ativa dos estudantes em todo o processo. “Contribuímos com a formação cidadã dos futuros profissionais, que tem a oportunidade de ver o outro lado, de colocar o pé no chão. Esses aspectos são fundamentais para a transformação dos estudantes que participam da extensão universitária na prática.”

Karina Fabíola Glins de Barros é estudante do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e reconhece a importância do trabalho. Participante do projeto Meliponicultura na região insular de Belém, ela conta o quão gratificante é poder levar o conhecimento da IES direto para as famílias da Ilha das Onças. “Tenho certeza de que temos muito a aprender com a comunidade e com o projeto. E o encontro vem firmar o compromisso do UniSol e do Santander com a ação. Antes era só papel e agora vamos ver a prática”, enfatiza a estudante.

Durante o primeiro de uma série de quatro encontros a serem realizados pelo grupo no desenvolvimento dos projetos, Waldenor fez questão de enfatizar a relação de troca existente entre a comunidade e a IES.

“Nós contribuímos para o desenvolvimento de pequenas comunidades, para o fortalecimento delas, para sua autonomia. Elas precisam se organizar, ficar autônomas e ganhar mais: saúde, autoconfiança e conhecimento. É isso que apoiamos.”

Dona Alzeni da Silva Castro conhece isso na prática. Líder da cooperativa participante do Programa Fitoterápico: Farmácia Viva, da Universidade Federal Fluminense (UFF), a agricultora de 47 anos conta que o trabalho corria de vento em popa até que uma queda na produtividade levou junto a autoestima dos agricultores, que não conseguiam renda suficiente para manter a própria família.

Professora, ela afirma que não pensou duas vezes quando recebeu o convite da IES para participar do projeto. “Eles nos ofereceram ajuda para fortalecer e reestruturar nosso trabalho, que até então era feito de forma precária. Topamos na hora.” Filha de agricultores, ela conta que o resgate da atividade, o engajamento da comunidade e a participação no Encontro têm sido uma rica experiência. “Conhecer os demais projetos foi muito importante. Vou levar toda a motivação, o esclarecimento e a expectativa daqui para os demais do grupo”, diz.

Foto: Alunos, professores e membros das comunidades participaram do I Encontro de Coordenação de Projetos, em Nazaré Paulista (SP) / Priscila Pires

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