Desenvolvimento Sustentável com Ênfase em Geração de Renda
Desde 1996, o Banco Real - Grupo Santander Brasil - e o UniSol promovem o Concurso Banco Real Universidade Solidária, cujo objetivo é apoiar a implementação de projetos de Instituições de Ensino Superior (IES) que fortaleçam o desenvolvimento da extensão universitária e contribuam para a geração de renda de comunidades de diversas regiões do País. Em 13 anos de atuação, o concurso já mobilizou 94 IES, 1.340 estudantes, 178 professores e beneficiou direta e indiretamente mais de 4 mil pessoas em todo Brasil, a partir da interação entre o conhecimento acadêmico e o popular.
- Edital
- Roteiro de informações
- Ficha de inscrição
Anos anteriores
- 2006
Casa de vidro para a Aresp - projeto para a melhoria e ampliação das atividades da Associação dos Recicladores Esperança
Cefet-SC
O projeto coordenado pela professora Thyrza Schlichting de Lorenzi Pires tem por objetivo melhorar as condições de trabalho, renda e segurança das 30 famílias que integram a Associação dos Recicladores Esperança (Aresp), localizada no bairro Monte Cristo, em Florianópolis (Santa Catarina). Com base interdisciplinar, o projeto prevê a integração de professores, alunos e comunidade na construção de um equipamento de trituração de vidro (a vidroneira), um galpão para armazenar o maquinário e o material coletado. Vem sendo feita capacitação em triagem, educação ambiental e segurança, a fim de que sejam assimilados conceitos sobre uso de equipamentos de proteção no dia-a-dia. O objetivo é valorizar o trabalho do grupo e colaborar para as melhorias ambientais da cidade. Mensalmente, os recicladores da Aresp fazem a triagem de cerca de 50 toneladas de material, com faturamento médio de R$ 8 mil, resultantes da venda de 15 toneladas (antes do projeto, eram cerca de 4 toneladas/mês). Tirando as despesas com alimentação e transporte, cada associado fica com cerca de R$ 200. Ao terem condições mais seguras e eficazes de trabalho, os recicladores poderão aumentar sua renda mensal. “A iniciativa está indo tão bem que vai se transformar em programa, sem data para terminar. O mais lindo de tudo é que não queremos terminar as ações. Os professores decidiram então transformar em programa institucional, que o Cefet se compromete em continuar. As pesquisas e o apoio não deixarão de existir. É muito emocionante”, relata a coordenadora do projeto. “Trabalhar nesse projeto tem sido um grande e maravilhoso desafio para professores e alunos envolvidos. Não só compartilhamos conhecimentos técnicos, sociais e da vida como conseguimos atar bons laços afetivos entre alunos, associados, professores e técnicos do UniSol e do Banco Real”, completa a professora Thyrza.
Produção e comercialização de vassouras na comunidade Barro Preto - alternativa de renda para a comunidade rural de Barro Preto, em São Luiz Gonzaga (RS)
Uergs/RS
Conscientizar os moradores sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente de forma sustentável é um dos objetivos do projeto da Uergs, coordenado pela professora Lucinéia Felipin Woitchunas. A produção local de vassouras de palha poderá diminuir o êxodo rural e o desemprego. O produto está sendo desenvolvido a partir do sorgo, matéria-prima que não exige grandes áreas para cultivo, não é suscetível a doenças ou pragas e se mostra viável para pequenas propriedades. A comunidade de Barro Preto é constituída por 23 famílias; 71% dos moradores têm menos de 40 anos. A criação de uma associação para a formação de uma agroindústria de vassouras de palha torna-se uma boa alternativa para a comunidade, pois demanda pouca área de plantio e uso de mão-de-obra ociosa. Todos esses desafios vêm sendo vencidos e, das dificuldades – como a necessidade de maquinário –, surgiram soluções: os próprios agricultores passaram a fabricar as máquinas necessárias para a produção de vassouras. A ideia de Economia Solidária foi apreendida pelo grupo, que agora luta para ter a sede da agroindústria e aperfeiçoar a comercialização. Até julho de 2006, foram produzidas e vendidas 3 mil vassouras de palha, a um custo médio unitário de R$ 3,00, com lucro de R$ 2,00 em cada uma. Para os estudantes, a experiência tem sido relevante. “O projeto nos abriu muitos horizontes”, diz Jaqueline Mallmann Haas. “A iniciativa nos permitiu divulgar o nome da universidade e atribuo a ela ter sido selecionada para o mestrado, porque os professores se interessaram por essa experiência de extensão.” De acordo com a estudante, o êxito do projeto se deve muito ao UniSol. “Para nós e para os produtores, o UniSol nos ajudou a ver as coisas de outras formas, a trazer questões importantes e a nos inserir em outras realidades. Com o UniSol, constatamos que é possível fazer um projeto, e não falo só dos recursos, mas também do apoio dado, do acompanhamento. A visita a São Paulo, para o encontro de avaliação, por exemplo, foi bastante importante.”
Organização de consumidores como condição para a sustentabilidade de empreendimentos solidários
Ufscar/SP
O projeto de economia solidária vem sendo implementado desde 2004 por uma equipe multidisciplinar incubada pela UFSCar em São Carlos. No município existem 18 grupos em diferentes estágios de constituição de empreendimentos coletivos autogestionários, apoiados pelo governo municipal. Com base em conceitos como ética, solidariedade, justiça social e sustentabilidade ambiental, o projeto coordenado pela professora Ana Lúcia Cortegoso busca fortalecer empreendimentos da cadeia de costura e artesanato, organizando fornecedores, produtores, distribuidores e consumidores na implementação da cultura e uso de sacolas não descartáveis, promovendo novas oportunidades de trabalho e renda para as populações excluídas socialmente. A sacola (o projeto se chama Sacoleco), além proporcionar durabilidade, evita o uso de sacos plásticos, um derivado do petróleo de difícil degradação ambiental, que leva de 200 a 450 anos para se decompor. As sacolas duráveis estão sendo produzidas em diversos materiais e modelos, alguns com espaço próprio para garrafas, facilitando o transporte. Para a estudante de Biologia Carolina Megumi Mizuno, de 21 anos, o apelo de preservação ambiental da iniciativa é um forte atrativo. Mas ela também gosta da parte social. “Me envolvi muito; um projeto como este abre os olhos para a realidade que na faculdade a gente não vê. Tenho orgulho do projeto.”
Vereda sustentável: pensando a segurança alimentar, geração de renda, manejo ambiental no assentamento Vereda I, município de Padre Bernardo (GO)
UnB/DF
Quinze famílias que vivem no assentamento Vereda I, no município de Padre Bernardo, GO, elaboram projetos de
desenvolvimento local seguindo princípios agroecológicos, como forma de garantir sua permanência na terra. Nesse
projeto, o Grupo de Trabalho de Apoio à Reforma Agrária da Universidade de Brasília propõe ações para segurança
alimentar dos produtores, geração de renda e sustentabilidade do assentamento. Entre elas estão: capacitar os
agricultores para o trabalho de sistemas agroflorestais e outras práticas agroecológicas; agregar valor aos
produtos do assentamento; organizar grupos, especialmente de jovens e mulheres, para gerir sistemas produtivos e
de qualidade ambiental; valorizar a produção familiar de mandioca; avaliar mercadologicamente a produção de
farinha e mel; organizar ações para recuperação de áreas degradadas e manejo sustentável das áreas conservadas.
Criação de abelhas, horta orgânica, estratégias de comercialização dos produtos são algumas das iniciativas do
projeto coordenado por Claudia Valéria de Assis Dansa. Em sua fase atual, a área de produção de arroz deverá ser
ampliada, passando de 11 hectares para 30 hectares.
“Trabalhamos juntos o dia todo e nem sentimos o tempo passar. Conseguimos realizar o sonho de fazer a Casa da
Farinha; antes, eu dependia da renda da minha filha, agora tenho minha própria renda, estou muito feliz”, afirma
a assentada Iraci Rodrigues da Silva, 56 anos, uma das integrantes do projeto. “O UniSol tem ajudado muitos alunos
e professores universitários a trabalharem de maneira articulada. É a melhor avaliação de projeto que eu já vi,
muito construtiva. Eu gosto muito de trabalhar com o UniSol porque ele tem flexibilidade para ajudar a gente a
expor aos apoiadores o verdadeiro sentido do que a comunidade precisa”, diz a professora coordenadora do projeto,
Cláudia Valéria.
Inclusão social do catador de material reciclável de São João Del-Rei
UFSJ/MG
Com o projeto que visa garantir a emancipação social e econômica dos trabalhadores que formam a já estabelecida
Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de São João Del-Rei, coordenado pela professora Valéria Heloísa
Kemp, a Universidade pretende aumentar o volume de material processado, ampliar a renda dos associados, melhorar
suas condições de trabalho, consolidar o empreendimento e orientar a população sobre questões ambientaisl. O
trabalho de conscientização dos moradores quer garantir a implantação do processo de coleta seletiva na cidade,
contando com o apoio dos catadores. De acordo com levantamento realizado, São João Del-Rei conta com cerca de 200
catadores de materiais recicláveis, com idades que variam de 19 e 72 anos. Esses trabalhadores têm pouca estrutura
de trabalho, exercem a função de forma desorganizada e não conseguem, desse modo, produzir mais e melhor. Ao
procurar melhorar as condições de trabalho e renda dessa população, o projeto buscará também modificar a imagem
que muitas pessoas têm dos catadores, que são muitas vezes vistos como pessoas que espalham o lixo e não como
agentes capazes de contribuir para a reciclagem e, conseqüentemente, para a melhoria do meio ambiente. Ao longo
do desenvolvimento do projeto, diversas mudanças vêm ocorrendo. A renda dos catadores, que era de cerca de R$ 50
em outubro de 2005, chegou a R$ 300 em agosto de 2006. A melhoria na organização também é visível. “Antes a gente
catava tudo misturado e mandava pro atravessador. Agora estamos mais organizados, passamos a ser mais
independentes e nossa renda aumentou uns 40%”, diz o catador José André Ribeiro, de 47 anos, há 11 na profissão.
“O trabalho do UniSol foi essencial para o crescimento do projeto. É fácil implantar um projeto igual ao nosso,
mas é difícil mantê-lo. As visitas de monitoramento foram fundamentais para motivar os catadores, pois eles
recebiam feedback do próprio trabalho, coisa que, por se tratar de uma população excluída, nunca acontecia. Além
disso, o fato de eles usarem uniformes com as logomarcas do UniSol e do Banco Real ajudou para que eles fossem
reconhecidos pela população, que passou a tratá-los como profissionais”, diz a estudante de psicologia Juliana
Cristina, participante do projeto.
Consolidação da Cooperativa de Piscicultores, Carcinicultores e Criadores de outros Organismos Aquáticos Ltda. – COOPISCO
Furg/RS
Fundada em 2004, fruto de uma ação da universidade com pescadores artesanais da zona rural de Rio Grande, a COOPISCO conta hoje com 32 associados. O atual projeto, coordenado pelo professor Mario Roberto Chim Figueiredo, tem por objetivo dotar e instrumentalizar a cooperativa e seus cooperados para agregar valor ao pescado e, consequentemente, ampliar a renda dos trabalhadores. Até agora foram construídos 22 viveiros para o policultivo de carpas. Estão sendo desenvolvidas tecnologias de beneficiamento do pescado cultivado, capacitação do grupo de pescadores, estudo de viabilidade de comercialização de subprodutos e ênfase em educação alimentar. Ao dispor dessa possibilidade de geração de renda, o projeto visa a redução do êxodo rural e do desemprego. A principal atividade agrícola da região é o cultivo de cebola, porém, a ocorrência de safras frustradas e a falta de condições de saúde e de trabalho acabam levando à emigração. Outros fatores agravantes são a mecanização da lavoura e a concorrência de preços de outros estados, o que reduz o valor do produto, vendido muitas vezes abaixo do custo. Para Giovana Luz Dias, participar do projeto ajudou a mudar os rumos da profissão. Entusiasmada com a experiência extensionista, decidiu sair do curso de engenharia civil e mudar para o de ciências sociais. “Foi uma experiência muito válida, que me influenciou na decisão. Embora eu não vá mais participar do projeto como bolsista, vou continuar como voluntária.”
Construção da marcenaria coletiva autogestionária: uma proposta de desenvolvimento local e sustentável na perspectiva da economia solidária - Assentamento Rural Fazenda Pirituba - Itapeva (SP)
EESC/USP-SP
O objetivo do projeto coordenado pela professora Akemi Ino é colocar em prática um empreendimento coletivo autogestionário de marcenaria no Assentamento Rural Fazenda Pirituba, em Itapeva (SP). Hoje, a marcenaria conta com o trabalho de um grupo de mulheres, a maioria ex-agricultoras, e um instrutor, que produzem componentes para a construção de 49 casas do assentamento – a maioria já em fase de acabamento. Com base nos princípios da economia solidária, o empreendimento pretende promover a geração de trabalho e renda, envolvendo os jovens que vivem na comunidade. A madeira usada vem da própria região e todo o trabalho envolve conscientização ambiental para a reposição florestal. A iniciativa engloba as dimensões ambiental (manter a integridade ecológica), social (tornar viável a distribuição de riquezas e oportunidades), econômica (realizar o potencial econômico ao priorizar a distribuição de renda) e política (criar mecanismos que melhorem a participação da sociedade na tomada de decisões). O assentamento foi escolhido por dispor de riquezas naturais – florestas nativas e plantadas, que abrangem uma área de 600 mil hectares -, mas apresenta um dos mais baixos indicadores sociais do Estado. Para a ex-agricultora Aparecida Ferreira Duarte – 48 anos, 23 dos quais vivendo no assentamento, na Agrovila I – a nova atividade é bem melhor que a antiga. “O trabalho aqui é muito melhor que na roça, sem aquele sol quente na cabeça”, diz. Ela trabalha das 8h às 17h e de suas mãos calejadas saem janelas, batentes, vigas de sustentação, portas, cadeiras e mesinhas, tudo no capricho.
Produção de pimenta conciliada com artesanato como meio de geração de renda
Ulbra/GO
O objetivo do projeto coordenado pela professora Kátia Dias Ferreira Ribeiro é criar em bairros da periferia de Itumbiara um programa de produção e processamento de pimenta para comercialização e consumo. Para valorizar ainda mais o produto, está sendo incentivada a criação e execução de embalagens artesanais. A partir de vidros obtidos na coleta seletiva são criados recipientes decorados com materiais disponíveis na natureza, como folhas, sementes, pedras, flores, bambu e palha de milho. Todo o cultivo da pimenta utiliza compostos orgânicos e biofertilizantes. Para isso, há ênfase na educação ambiental e no reaproveitamento de materiais descartados. Incentivar o empreendedorismo, a educação ambiental da comunidade e valorizar a produção de pimenta por meio de sua venda em potes decorados artesanalmente estão entre as prioridades da iniciativa. Entre as cerca de 50 pessoas que o projeto atinge diretamente (outras 150 são atingidas indiretamente) está Rosely da Silva Freire, de 28 anos. Depois de participar das capacitações ela se descobriu artesã de mão cheia. “Faço as tampas de biscuit que enfeitam os potes com pimenta. Minha autoestima melhorou, assim como minha renda. E quando o projeto terminar não vou abandonar minha nova profissão.”
“A partir da parceria com o UniSol e com o Banco Real, nossa universidade começou a trabalhar com projeto social. Até ganharmos o Prêmio Banco Real Universidade Solidária isso não era rotina aqui. Tudo era novidade, tanto para os alunos quanto para os professores. O UniSol foi fundamental como fonte de pesquisa e orientação, principalmente com as visitas de monitoramento que nos ajudavam muito quando”, conta a estudante de agronomia Aretuza Andrade, participante do projeto.
- 2005
Casa do vidro para a Aresp – Projeto para a melhoria e ampliação das atividades da Associação dos Recicladores Esperança
Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina (Cefet/SC)
Coordenadora: Thyrza Schlichting de Lorenzi Pires
Local: Florianópolis/SC
O projeto tem por objetivo melhorar as condições de trabalho, renda e segurança das 30 famílias que integram a Associação dos Recicladores Esperança, localizada no bairro Monte Cristo, em Florianópolis. Com base interdisciplinar, o projeto prevê a integração de professores, alunos e comunidade na construção de um equipamento de trituração de vidro, na construção de um galpão para armazenar os equipamentos e o material coletado, bem como a capacitação em triagem, educação ambiental e segurança internalizando conceitos e uso de equipamentos de proteção coletiva e individual no dia-a-dia, valorizando o trabalho do grupo e colaborando para as melhorias ambientais da cidade.
Turismo sustentável em Cabreúva
Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul/SP)
Coordenadora: Vivian Fiori
Local: Cabreúva –SP
Área de Proteção Ambiental localizada na Serra do Japi, o município de Cabreúva é abundante em recursos hídricos, atrativos naturais e culturais. Com grande potencial de desenvolvimento regional, o presente projeto tem como eixos o planejamento turístico e a qualificação profissional. Em parceria com a prefeitura, a Secretaria Municipal de Turismo, comerciantes e a comunidade a equipe da Unicsul espera promover por meio de palestras, cursos, campanhas e mutirões ações que promovam a conscientização ambiental e o planejamento turístico ambientalmente e socialmente sustentável. Com isso espera ampliar a renda dos que atuam no turismo, gerar novos empregos e melhorar a qualidade de produtos e serviços oferecidos aos visitantes.
Organização de consumidores como condição para a sustentabilidade de empreendimentos solidários
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar/SP)
Coordenadora: Ana Lúcia Cortegoso
Local: São Carlos – SP
O presente projeto de economia solidária vem sendo implementado desde 2004 por uma equipe multidisciplinar incubada pela UFSCar, em São Carlos (SP). No município existem 18 grupos com diferentes estágios de constituição de empreendimentos coletivos autogestionários apoiados pelo governo municipal. Sob os pilares da ética, solidariedade, justiça social e sustentabilidade ambiental, o projeto tem por objetivo fortalecer empreendimentos da cadeia de costura e artesanato, organizando fornecedores, produtores, distribuidores e consumidores na implementação da cultura e uso de sacolas não descartáveis, promovendo novas oportunidades de trabalho e renda para as populações excluídas socialmente.
Consolidação da Cooperativa de Piscicultores, Carcinicultores e Criadores de Outros Organismos Aquáticos Ltda – COOPISCO
Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg/RS)
Coordenador: Mário Roberto Chim Figueiredo
Local: Zona Rural de Rio Grande/RS
Fundada em 2004, fruto de uma ação da universidade junto aos pescadores artesanais da Zona Rural de Rio Grande, a COOPISCO conta hoje com 32 associados. O atual projeto tem por objetivo dotar e instrumentalizar a cooperativa e seus cooperados para agregar valor ao pescado produzido e conseqüentemente ampliação da renda. Serão desenvolvidas tecnologias de beneficiamento do pescado cultivado, capacitação do grupo de pescadores, estudo de viabilidade de comercialização de subprodutos e ênfase em educação alimentar.
Produção de pimenta conciliada com artesanato como meio de geração de renda
Universidade Luterana do Brasil (Ulbra/GO)
Coordenadora: Kátia Dias Ferreira Ribeiro
Local: Itumbiara (GO)
O objetivo do projeto é criar em bairros da periferia de Itumbiara (GO) um programa de produção e processamento de pimenta para comercialização e consumo. A fim de valorizar o produto será incentivada a produção de embalagens artesanais a partir de vidros obtidos na coleta seletiva, decorados com materiais disponíveis na natureza, como folhas, sementes, pedras, flores, bambu e palha de milho. Todo o cultivo da pimenta será feito com compostos orgânicos e biofertilizantes. Para issto, haverá ênfase na educação ambiental e no reaproveitamento de materiais descartados.
Vereda sustentável: pensando a segurança alimentar, geração de renda manejo ambiental no assentamento Vereda I, município de Padre Bernardo - GO
Universidade de Brasília (UnB/DF)
Coordenadora: Cláudia Valéria de Assis Dansa
Local: Padre Bernardo (GO)
Assentamento Vereda I
Quinze famílias que vivem no assentamento Vereda I, em Padre Bernardo (GO) elaboram projetos de desenvolvimento local seguindo princípios agroecológicos, forma de garantir sua permanência na terra. Neste projeto, o Grupo de Trabalho de Apoio à Reforma Agrária da Universidade de Brasília propõe ações para segurança alimentar dos produtores, geração de renda e sustentabilidade do assentamento. Entre elas estão: capacitar os agricultores para o trabalho de Sistemas Agroflorestais e outras práticas agroecológicas, agregar valor aos produtos do assentamento, organizar grupos, especialmente de jovens e mulheres, para gerir sistemas produtivos e de qualidade ambiental, valorizar a produção familiar de mandioca, avaliar mercadologicamente a produção de farinha e mel e organizar ações para recuperação de áreas degradadas e manejo sustentável das áreas conservadas.
Inclusão social do catador de material reciclável de São João Del-Rei
Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ/MG)
Coordenadora: Valéria Heloisa Kemp
Local: São João Del-Rei (MG)
Com o projeto que visa garantir a emancipação social e econômica dos catadores que formam a já estabelecida Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de São João Del-Rei a Universidade pretende aumentar o volume de material processado, ampliar a renda dos associados, melhorar suas condições de trabalho, consolidar o empreendimento e informar a população quanto à questão ambiental. O trabalho de conscientização dos moradores quer garantir a implantação do processo de coleta seletiva na cidade, contando com o apoio dos catadores.
Construção da marcenaria coletiva autogestionária: uma proposta de desenvolvimento local e sustentável na perspectiva da economia solidária – Assentamento Rural Fazenda Pirituba
Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP/SP)
Coordenadora: Akemi Ino
Local: Itapeva (SP)
Assentamento Rural Fazenda Pirituba
Com base nos princípios da economia solidária, o empreendimento, que conta hoje com o trabalho de três mulheres e um instrutor, que produzem componentes para a construção de 49 casas do assentamento, pretende promover a geração de trabalho e renda, envolvendo os jovens que vivem no assentamento. Será usada madeira da região e todo o trabalho envolverá conscientização ambiental para a reposição florestal.
Cuidar de gente e do meio ambiente: a produção e comercialização de vassouras na comunidade Barro Preto>
Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs/RS)
Coordenadora: Lucinéia Felipin Woitchunas
Local: São Luiz Gonzaga
Proporcionar uma alternativa de renda para a comunidade rural de Barro Preto, em São Luiz Gonzaga (RS), e conscientizar os moradores para a necessidade de cuidar do meio ambiente de forma sustentável são os objetivos do projeto da Uergs. A partir da produção local de vassouras de palha, hoje adquiridas de fornecedores de fora da região, será possível diminuir o êxodo rural e o desemprego. O produto será desenvolvido tendo como matéria-prima o sorgo, cultura que não exige grandes áreas para cultivo, não é suscetível a doenças ou pragas e se mostra viável para pequenas propriedades.
Universidade e comunidade: a busca de uma sociedade mais justa e igualitária
Universidade da Amazônia (Unama/PA)
Coordenadora: Elen Nunes Sampaio
Local: Belém
Nos bairros pobres de Sacramenta e Barreiros, na periferia de Belém (PA), a feira de usados é a principal forma de sustento da comunidade. Com o projeto, a proposta é promover a organização comunitária e a educação para o trabalho, dando alternativas de geração de renda para os feirantes, visando o desenvolvimento auto-sustentável. Por meio de oficinas de artesanato, e com o emprego de material reciclável, a Uuniversidade pretende estimular a criatividade da comunidade, de forma a ampliar os gêneros dos objetos a serem comercializados e, conseqüentemente, aumentando a renda dos feirantes.
- 2004
Arte – Trabalho – Educação: Criatividade Como Alternativa Para Inclusão Social
Universidade Federal De Santa Maria – UFSM/RS
Prof. Coordenador: Ayrton Dutra Corrêa (Depto De Artes Visuais)
O presente projeto tem o objetivo de contribuir de forma significativa para a melhoria das
condições de vida das famílias da Vila Cerrito e Maringá, oferecendo conhecimentos
acadêmicos que visam a capacitação dos participantes para a produção sustentável de tapetes
e mantas, gerando trabalho, renda e inclusão social. Por meio do incentivo à criatividade,
elementos culturais da comunidade serão transformados em temas de projetos na linguagem
do design têxtil valorizando os saberes locais e o cuidado com o meio ambiente. O trabalho
será desenvolvido por uma equipe interdisciplinar de acadêmicos, sob forma de oficinas e
seminários na comunidade, visando integrar os conhecimentos artísticos, educativos e de
trabalho solidário na busca de alternativas de geração de renda, construindo um ambiente de
convívio plural, fraterno e digno.
PROJETO IPAMERI: Inserção do design nos processos produtivos como ferramenta de inovação tecnológica que aumenta a competitividade e dá sustentabilidade à comunidade de baixa renda
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS – UEG/GO
PROF. COORDENADOR: Nei Peixoto (Depto Unidade Universitária de Ipameri)
O projeto propõe a introdução do design nos processos produtivos como ferramenta de inovação
tecnológica, visando o aumento da competitividade e também a dar sustentabilidade a uma
comunidade de ceramistas que sobrevive do trabalho artesanal. Pretende, também, introduzir
conceitos de gestão ambiental e produção mais limpa de forma a reduzir custos de produção e
minimizar os prejuízos ao meio ambiente. A metodologia prevê um trabalho dinâmico e efetivo
junto à comunidade, por meio de ações didáticas e práticas como workshop de sensibilização e
oficinas para a inserção de novas técnicas de design, bem como um plano de marketing centrado
nas tendências e exigências do mercado consumidor e projetos de novos produtos que resgatem a
identidade cultural regional e potencializem a criação de marcas próprias.
Projeto Krukutu: o Resgate da Sabedoria do Palmito na Mata Atlântica
UNIVERSIDADE SÃO MARCOS – USM/SP
PROF. COORDENADOR: Virginia da Costa Liebort Nina (Depto Núcleo de Programas e Projetos Sociais)
O projeto tem por objetivo promover a reprodução do “Projeto Jejy”, da Aldeia Guarani do Ribeirão
Silveira (São Sebastião-SP), que deu origem a viveiros de mudas de palmito e formação de palmiteiros
naquela região. O “Jejy” (termo para designar palmito Juçara – Euterpe edulis) está promovendo meios
de subsistência aos índios guaranis, o resgate da cultura agrícola indígena e repondo o palmito
Juçara (Euterpe edulis) em extinção, além da introdução de outras espécies. Por meio de observação
e treinamento, as condições técnicas e administrativas do "Projeto Jejy" devem ser aperfeiçoadas,
em consonância com a transmissão da cultura Guarani, e repassadas à Aldeia Krukutu
(Represa Billings – Grande São Paulo), criando condições de valorização cultural e sustentabilidade
econômica.
O bambu como matéria-prima sustentável para a geração de renda e inclusão social no município de Fazenda Rio Grande – Paraná
Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná – Cefet/PR
Prof. coordenador: Eloy Fassi Casagrande Júnior (Programa de Pós-Graduação em
Tecnologia/Programa de Pesquisas em Tecnologias Sustentáveis)
O projeto pretende desenvolver a cadeia produtiva do bambu encontrado em larga escala no município
de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, onde os problemas sócio-econômicos vêm
aumentando nos últimos anos devido o aumento de sua população, composta, principalmente, por
mão-de-obra jovem desqualificada para atividades profissionais urbanas. O bambu é um material
versátil, de possibilidade de manejo sustentável e pode ser utilizado com matéria-prima para os
mais diversos fins. Com base nos estudos já levantados de seu potencial e no conhecimento técnico
do CEFET-PR, visa-se criar um programa de cooperativismo para geração de emprego e renda nos
princípios do desenvolvimento sustentável local, em parceria com a prefeitura local e a Agência
Estadual do Trabalhador, pela capacitação de jovens e adultos de comunidades carentes para a
confecção e comercialização de produtos de bambu
Identidade e qualidade do queijo da região de Pratinha/MG
Universidade De Uberaba – Uniube/Mg
Prof. Coordenador: Ana Cláudia Chesca (Depto Nutrição)
O projeto Identidade e qualidade do queijo darRegião de Pratinha/MG busca, no seu desenvolvimento,
resgatar os aspectos históricos da produção, estabelecer a identidade do queijo regional,
desenvolver um selo de identidade e qualidade, além do registro do produto em órgãos competentes.
O projeto prevê a realização da capacitação dos produtores, com treinamento in loco, visando
implantar as condições higiênico-sanitárias ideais de produção e a fixação da qualidade
físico-química do produto. A padronização do queijo de Pratinha/MG, aumentará o valor agregado do
produto, permitindo a fixação da comunidade produtora em sua região de origem, evitando o êxodo e
melhorando o padrão de qualidade de vida dos produtores.
Projeto de geração comunitária de renda, economia solidária e desenvolvimento sustentável
– "O resgate da cidadania no bairro Alto Do Bom Jesus"
Centro De Ensino Superior Do Vale Do São Francisco – Cesvasf/PE
Prof. Coordenador: José Arruda Ferreira (Depto Geografia)
O projeto visa desenvolver no bairro Alto do Bom Jesus, em Belém do São Francisco (PE), um
trabalho que promova o desenvolvimento local integrado e sustentável, por meio de ações que
possibilitem aos moradores cuidar do meio ambiente, ao mesmo tempo em que se estimula a geração
de renda por meio da implantação de uma horta comunitária. Dessa forma, a agricultura familiar
será fortalecida, de maneira social e ambientalmente sustentável, buscando mecanismos de
comercialização, promovendo a relação entre agricultura e saúde. Por intermédio de palestras
educativas, será enfocado o respeito à natureza como condição essencial à melhoria da vida humana.
Cooperativa de coleta seletiva: cidadania e gestão de resíduos sólidos
Universidade Cruzeiro do Sul – UNICSUL/SP
PROF. COORDENADOR: Vivian Fiori (Depto Geografia)
O eixo central do projeto é a criação de uma cooperativa de coleta seletiva, formada por um
grupo de catadores de materiais recicláveis/reutilizáveis da Vila Nova Curuçá, periferia da
zona leste de São Paulo, por meio de uma proposta multidisciplinar, que implica em cursos de
geração de renda e de economia solidária, bem como adequação do espaço de coleta seletiva.
A metodologia empregada será interdisciplinar, com o envolvimento dos catadores e da comunidade,
visando a construção dos conhecimentos apreendidos por meio de palestras, reuniões, cursos,
campanhas, mutirões etc., estimulando a transferência dos conhecimentos adquiridos na geração
de renda e na conscientização ambiental. Os resultados esperados são a criação da cooperativa de
coleta seletiva, com aumento da área de coleta seletiva do bairro, ampliação da renda do grupo,
bem como da maior conscientização ambiental do bairro.
- 2003
Oficina da inclusão: uma escola de artesanato para idosos e portadores de necessidades especiais de Monteiro Lobato
Universidade do Vale do Paraíba – Univap/SP
Professor responsável: Prof. Alberto Resende Monteiro e Profa. Claudia Franco
Comunidade/Município: Monteiro Lobato/SP
O projeto proposto visa criar alternativas de geração de renda para mulheres, idosos e portadores
de necessidades especiais do município de Monteiro Lobato, SP. Monteiro Lobato está localizado no
estado de São Paulo, aproximadamente a 150 km da Capital, na região do Vale do Paraíba, com 3.615
habitantes, onde 60% da população vivem em zonas rurais (IBGE, 2003) e cuja renda de 80% desta
população não ultrapassa a faixa de um salário mínimo. A cidade vem sendo alvo, desde dezembro
de 2002, de um projeto da Univap em parceria com o UniSol, que promove a inclusão social de
portadores de deficiências. Isso tem permitido conhecer a realidade dessa parcela da comunidade
local, vitimada por altas taxas de consanguinidade locais. A partir do projeto foi possível
diagnosticar o seguinte quadro: um considerável número de idosos e/ou portadores de algum tipo de
deficiência está em condições de realizar atividades laborais/artesanais, o que permitiria
envolvê-los cada vez mais à sociedade local, resultando em ganhos pessoais e comunitários. De
mesma forma, foi constatado que uma expressiva parcela das mulheres, principalmente as que
pertencem às famílias menos favorecidas, praticamente não têm opções de trabalho e/ou renda,
dedicando-se fundamentalmente ou quase que exclusivamente às atividades do lar e/ou pequenas
atividades socioeconômicas em baixíssima escala de produção. A ideia é dar continuidade ao
projeto desenvolvido pela Univap em parceria com o UniSol no município, por meio de oficinas para
a geração de trabalho e renda de artesanato, como cerâmica, vestuário, utensílios, cartões, papel
reciclável, papel marche, músicas regionais, alimentos e que objetivam também a melhoria da
auto-estima e do bem estar social e o estímulo do processo de inclusão social dos portadores de
necessidades especiais. O projeto tem o apoio do Fórum Local de Desenvolvimento Local, Integrado e
Sustentável e do Sebrae, que, juntos, irão criar uma proposta integrada de geração de renda. Os
resultados esperados são a inclusão social de mulheres, idosos e pessoas portadoras de necessidades
especiais, por meio de atividades de geração de renda, inclusive otimizando e criando marketing
para os produtos.
Cabras Comunitárias – ampliando a experiência de criação de cabras em três municípios do Médio Jequitinhonha
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG/MG
Professor responsável: Prof. Iran Borges
Comunidade/Município: Araçuaí, Francisco Badaró e Itinga/MG
O projeto visa ampliar a experiência de criação de cabras, desenvolvida pela UFMG, junto a famílias
de baixa renda em 03 municípios do Médio Jequitinhonha. Os três municípios selecionados integram a
Microrregião do Médio Jequitinhonha. Considerada uma das regiões mais pobres do país, e, segundo
dados da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais, a taxa de urbanização é a menor do
estado, cerca de 40%, a densidade demográfica é baixa, 56% da população está na faixa etária entre
zero e 19 anos, reflexo de um intenso fluxo migratório conseqüência direta da baixa perspectiva de
emprego. Trata-se de um projeto de geração de ocupação e renda por meio da produção de animais
domésticos de pequeno porte, do consumo, beneficiamento e comercialização de seus produtos: leite,
carne e couro, desenvolvido através de cursos e encontros técnicos. Os objetivos do projeto são
popularizar as técnicas de criação de caprinos e consumo de seus produtos e elevar a qualidade
dietética das famílias a partir do consumo de leite e carne. O projeto contribuirá, ainda, para
incentivar o associativismo entre os pequenos produtores da região e vislumbra a possibilidade de
abertura de novos postos de serviço e treinamento. No âmbito ecológico serão conduzidos estudos
paralelos sobre o impacto da exploração desses animais no meio ambiente, seja pela produção de
dejetos e/ou efluentes, seja pelo processo de pastejo. Para tal serão feitos estudos e levantamentos
da flora e o potencial forrageiro da mesma, bem como a verificação da população de plantas tóxicas
e sua ocorrência na região. As técnicas de produção deverão ser adequadas e em consonância com o
equilíbrio ecológico. Como um projeto de geração e ocupação de renda, visa incrementar algumas
atividades zootécnicas já exploradas na região, porém de forma mais técnica e em sincronia com a
disponibilidade dos recursos naturais renováveis. Assim, a primeira ação será a capacitação das
famílias selecionadas nos três municípios e dos técnicos da EMATER. Desenvolver o empreendedorismo
nos jovens e suas famílias também é uma das propostas do projeto, que incentiva a formação de
cadeias produtivas de economia solidária, através do aproveitamento das potencialidades econômicas
e habilidades locais. Com isso, busca-se garantir a sustentabilidade dessas criações e melhorar
a liquidez das atividades, otimizando essas atividades dentro do conjunto do sistema produtivo e
não apenas com um segmento (elo) da cadeia produtiva.
Projeto de Integração Institucional para o desenvolvimento das comunidades de Ariri e Mandira (Cananéia – SP)
Universidade Federal de São Paulo
Escola Superior de Propaganda e Marketing
Unifesp/ESPM
SP
Professor responsável: Prof. Katsumi Osiro e Prof. Carlos Frederico Lúcio
Comunidade/Município: Cananéia/SP
O projeto é uma parceria entre a UNIFESP e a ESPM e visa atender as comunidades de Ariri e Mandira,
município de Cananéia, Vale do Ribeira, em São Paulo. Partindo do pressuposto de que ações de saúde
estejam vinculadas a condições sócio-econômicas, utilizando uma metodologia participativa e
interdisciplinar, abrangendo as áreas de saúde, negócios e marketing, esse projeto tem como
objetivo promover a melhoria na qualidade das ações de saúde e o desenvolvimento sustentável
das comunidades-alvo. Localizado no Vale do Ribeira (SP), Cananéia possui uma área de cerca
de 1.200 km² e é composta de parte continental e parte insular. A totalidade do município está
incluída em área de proteção ambiental vinculada à Secretaria do Meio Ambiente, Instituto
Florestal e IBAMA, e está incluído no Mapa da Fome do Governo Federal. Sua população total é
de 10144 habitantes, estando dividida nos dois distritos que formam o município: Ariri, com 646
hab. e Cananéia, com 9498 hab. (IBGE/91). O bairro Mandira, uma das localidades alvo deste projeto
, fica localizado a 22 km da sede, sendo reconhecido como remanescente de quilombo. Sob sua posse
já está a região dos manguezais. Recentemente foi decretado como sendo Reserva Extrativista do
Bairro do Mandira (REMA), onde se situam os viveiros de ostras. Além da ostricultura, atividade
que tem se mostrado insuficiente como fonte de renda para a comunidade, a pretensão dos mandiranos
é fazer da costura e do turismo da região outras formas de auto-sustentação. Dentre os três
projetos de trabalho desenvolvidos na região, dois são incipientes e se realizam na comunidade
quilombola do Mandira (turismo e cooperativa de corte e costura) e a outra já é uma ação
constituída (Cooperostra – cooperativa de catadores de ostras), que necessita de análise
pormenorizada de sua situação gerencial e administrativa, além de um plano de marketing para
inserção do produto (ostras) no mercado da cidade de São Paulo (solicitação feita pela diretoria
da Cooperostra). A troca dessas ações interinstitucionais, como proposto, irá permitir que as
comunidades-alvo possam receber mais informações, incentivo e incremento do que vinham recebendo
até então. Em linhas gerais, espera-se mobilizar a comunidade em torno da solução de seus
problemas, criando subsídios para sua auto-sustentabilidade, bem como melhoria de sua qualidade
de vida.
Projeto vitória: designs de gestão e de moda na confecção artesanal
Universidade Estadual de Londrina – UEL/PR
Professor responsável: Prof. Nélio Pinheiro
Comunidade/Município: Bairro União da Vitória – Londrina/PR
O projeto é um sistema de gestão criado para ser aplicado na organização de uma confecção
artesanal de uma comunidade pobre de Londrina chamada União da Vitória. Trata-se de uma
comunidade marginalizada, cujos moradores sofrem discriminação social. Para minimizar essa
situação, foi criada a Associação das Mulheres União Faz a Força, que estimula e realiza a
capacitação das mulheres em diferentes habilidades. A proposta do Projeto Oficina de Moda e
hoje o Projeto Vitória vem ao encontro das necessidades e anseios dessa comunidade, que está à
procura de oportunidades para exercer seus direitos e otimizar suas ações de geração de renda.
Assim, um grupo de mulheres está produzindo acessórios de vestuários de forma organizada e
sistematizada e este projeto visa preparar esse grupo para a autogestão. O grupo é formado por
mais de vinte mulheres que precisam de fonte de renda para aumentar o ganho familiar, sendo que
a maioria delas não concluiu o primeiro grau. As ações desse projeto têm como objetivo restabelecer
a dignidade social desta comunidade, oportunizando trabalho, renda, aperfeiçoamento e
auto-sustentabilidade. Com este sistema metodológico integralmente aplicado espera-se obter
como resultado produtos com design inovador, de valor agregado e dar às suas integrantes
oportunidades de ganhos capazes de lhes garantir autosuficiência financeira e, consequentemente,
dignidade social.
Semeando a qualidade de vida no campo: agricultura orgânica, cooperativismo e geração de renda
Universidade Regional do Cariri/CE
Professor responsável :Prof. Bernardo Melgaço da Silva
Comunidade/Município: Distrito Belmonte- Crato/CE
Este projeto visa criar condições de organizar o trabalho e a produção de alimentos orgânicos de
forma cooperativa, buscando a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Assim, serão
selecionadas 5 famílias do sítio de Belmonte no Crato (CE), que fica localizado no sopé da
Chapada do Araripe, distante cerca de 6 quilômetros da sede do município. Hoje, a área do
distrito encontra-se em vias de descaracterização rural, provocada pela expansão urbana. A
população residente não chega a 4 mil pessoas, cuja renda mensal familiar gira em torno de
um salário mínimo. Muitas famílias ainda retiram seu ganho da atividade hortifrutigranjeira,
embora a presença do atravessador venha paulatinamente inviabilizando o negócio do pequeno
produtor. Contudo, a presença de considerável quantidade de água torna possível a melhoria
das condições de vida daquela população, seja pela elevação das condições de saúde, seja pela
melhoria das condições de trabalho, renda e cidadania. Estudo recente desenvolvido por alunos
do Mestrado em Desenvolvimento Regional da URCA, dentro da disciplina Epidemiologia Social,
mostra que há diversos agentes patogênicos biológicos e diferentes agrotóxicos usados na
agricultura local. Daí, a busca neste projeto pela agricultura orgânica, com assistência técnica
e gerencial da produção de cultura orgânica coletiva por um período de seis meses. A finalidade
do projeto é propiciar alternativa de produção agrícola de forma participativa de forma a gerar
renda e emprego a essa comunidade. Os resultados esperados são: capacitar vinte famílias e
selecionar cinco para o trabalho cooperativo; implantar um hectare de horticultura orgânica
irrigada com fins produtivos, demonstrando suas vantagens econômicas, sociais e ambientais,
oportunizando a geração de trabalho e renda; melhorar a dieta alimentar, a saúde e a qualidade
de vida da comunidade beneficiada pelo projeto; ofertar produtos hortícolas de qualidade e
livre de contaminação química e biológica à população caririense.
Ser mulher
Universidade do Sul de Santa Catarina/SC
Professor responsável: Profa. Luciana Scussel d’Eça Neves
Comunidade/Município: Bairro Congonhas –Tubarão/SC
Este projeto busca desencadear um processo de motivação e qualificação profissional em um grupo
de mulheres da Comunidade de Congonhas, município de Tubarão (SC), identificando o potencial
produtivo, profissional e criativo da população alvo com a intenção de viabilizar projetos
para formação de novas fontes de renda, assim como orientar e assessorar na formação de
cooperativas de trabalho. A comunidade de Congonhas, localizada no município de Tubarão, é
um assentamento urbano, com cerca de 250 famílias de baixa renda, onde podemos encontrar
pessoas que recebem baixos salários ou até mesmo nenhum rendimento. A falta de empregos é
compreendida pela comunidade como a falta de profissionalização e escolaridade. Localizada
numa área onde se encontram outras sete pequenas comunidades, estas acabam formando uma região
caracterizada por moradores de baixa renda, sem renda fixa e com residências em estado precário.
Contudo, existe, uma vontade da população pela participação de cursos profissionalizantes e
oficinas que possam trazer ganhos em termos de cidadania e renda. Nessa comunidade encontramos
uma associação de mulheres que há um ano tenta se firmar em atividades de geração de renda.
Entretanto, tem encontrado dificuldade para organizar essa associação e de aprimorar seus
produtos para comercialização (falta de qualidade na pintura e bordados). O objetivo deste
projeto é desenvolver ações sócioeducativas e de geração de renda com a associação de mulheres
da comunidade, por meio das seguintes temáticas: organização comunitária, educação ambiental,
saúde da mulher e comunitária, geração de emprego e renda e educação e trabalho. Bem como,
qualificá-las e treiná-las para a venda de seus produtos, bem como desenvolver uma sistemática
de trabalho contínua que permita à cooperativa atingir os objetivos deste projeto e que, acima
de tudo, busque levar qualidade de vida à população, melhorar as relações entre as mulheres,
gerar empregos e renda para esta população.
Projeto de geração comunitária de renda e desenvolvimento sustentável – confecção de vassouras pet no loteamento Rio Bonito de Itajaí -
Universidade do Vale do Itajaí/SC
Professor responsável: Guillermo Alfredo Johnson
Comunidade/Município: Rio Bonito de Itajaí/SC
Este projeto visa contribuir para a geração de emprego e renda com bases sustentáveis e de
auto-gestão, por meio do fortalecimento do Grupo Raízes do Pet, que produz vassouras feitas
com garrafas PET e tem como proposta-piloto o fortalecimento desse grupo residente no do
Bairro São Vicente, Loteamento Rio Bonito, município de Itajaí (SC).
Primeiramente, foi realizado um levantamento de informações na área, cujos dados mostram o perfil
das famílias – cerca de 900 – que apresentam nítidas características de segregação social em
relação ao centro urbano. A população é composta de membros extremamente jovens, visto que 21,52%
correspondem a crianças de 0 a 6 anos; 46,47%da população tem entre 15 e 40 anos de idade,
sendo que a maioria está desempregada. Acredita-se que a partir do sucesso desse empreendimento
de geração de renda poderão surgir novos empreendimentos de economia solidária, tornando-se este
um projeto-piloto de grande importância para o município de Itajaí. Deve-se considerar que, o
fato de Itajaí ser uma cidade litorânea e portuária exerce um forte atrativo para que famílias
de todo o País migrem para lá em busca de melhores condições de vida. As empresas locais não
conseguem absorver esta demanda de mão-de-obra, tornando-a dependente de programas assistenciais
e acabando por inseri-las no mercado informal de trabalho. Nessa população há grande número
de catadores de materiais recicláveis - que recolhem os reaproveitáveis, contribuindo para a
reciclagem desses resíduos mas que, ao mesmo tempo, reviram o lixo domiciliar, dificultando
o serviço da coleta e contribuindo, em sentido negativo, à proliferação de doenças e vetores,
embora façam isso para sua subsistência. Esse problema pode ser minimizado através da
implementação de um trabalho educativo com a população, o que é, também, uma das propostas deste
projeto. O projeto prevê, ainda, possibilitar o fortalecimento das comunidades para a auto-gestão
no que se refere a emprego e renda, estimulando práticas de economia solidária. O projeto já teve
algumas fases de execução implementadas, em particular as que se referem à instalação da
infra-estrutura e levantamento das pessoas interessadas na geração de renda. Para a implantação
da fábrica de vassouras, foi construído um galpão e comprado o maquinário específico para a
confecção dos produtos. Dando continuidade, busca-se disponibilizar assessoria técnica por
intermédio de equipe multidisciplinar que viabilize a efetiva implantação e funcionamento da
fábrica de vassouras PET, como uma estratégia de fortalecimento de grupos comunitários que
busquem a autonomia e a sustentabilidade na geração de emprego e renda. Pretende-se construir
uma parceria entre a Universidade e o Grupo Raízes do Pet, criar uma OSCIP centrada na promoção
de práticas de economia solidária, incentivar a criação de uma incubadora de cooperativas e
disseminar a prática de geração de emprego e renda estreitamente relacionados com o
desenvolvimento sustentável.
- 08
Projeto Verde Catas Altas
IES: Centro Universitário Newton Paiva – Unicentro - MG
Comunidade/Município: Cata Altas/MG
O projeto proposto visa implantar várias ações que contribuam com o desenvolvimento do turismo
no município de Catas Altas, em MG, dando continuidade ao programa já iniciado pela Unicentro
em parceria com a prefeitura local. O projeto tem como público alvo: artesãos, condutores de
turismo, proprietários e funcionários de bares, restaurantes, pousadas, casas de aluguel e
pensões e também produtores de vinho de jabuticaba do município. Catas Altas está localizada
na porção oriental do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, a 118 km de Belo Horizonte.
Apresenta uma gama de fatores que a tornam bastante interessante sob o ponto de vista turístico:
as construções coloniais, as belezas naturais do seu entorno ao longo da extensão da Serra do
Caraça, a tranqüilidade e a hospitalidade de seu povo, as manifestações artístico-culturais e
religiosas, o artesanato, os licores, os vinhos e os doces. Esses são alguns dos potenciais que
precisam ser trabalhados, a fim de formatar o produto turístico do município.
O Projeto é dividido em cinco subprojetos, visando melhor direcionamento das ações:
- 09
Organização comunitária como pressuposto de geração de renda para o assentamento rural Cocal D’Água Quente – Planaltina/GO
Universidade Católica de Goiás – UCG - GO
Professores responsáveis: Prof. Dr. Alberto Resende Monteiro e Profa. Claudia Franco Planaltina - GO
O projeto a ser implementado pela equipe da UCG prevê a articulação de pequenos produtores do
Assentamento Rural de Cocal D’Água Quente para a criação de uma granja de frango caipira e uma
fábrica de ração. Também serão trabalhados canais de comercialização da produção e implantados
programas de saúde, meio-ambiente e planejamento do uso de espaços comunitários. A escolha do
município de Planaltina (GO) e posteriormente da Associação dos Assentados Rurais de Cocal D’Água
Quente deve-se a um conhecimento prévio da comunidade e a solicitação pela Secretaria Municipal
de Ciência e Tecnologia/Agricultura e Meio Ambiente, que busca estratégias para a superação da
pobreza.
- 10
Psicultura: atividade econômica alternativa solidária e cooperada para pequenos produtores rurais e pescadores artesanais dos municípios
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – FUR - RS
Professor responsável: Prof. Dr. Mario Roberto Chim Figueiredo
Rio Grande e São José do Norte/RS
O projeto destina-se a pequenos produtores rurais e pescadores artesanais do Rio Grande e de
São José do Norte, selecionados por critérios técnicos e socioeconômicos, visando a implantação
de 20 viveiros de piscicultura, com 0,5 ha cada um, para o policultivo de carpas chinesas.
A efetivação desse trabalho, a partir do um projeto-piloto já desenvolvido, se dará com a
organização e estruturação de uma cooperativa de produção, beneficiamento e comercialização do
peixe produzido, atendendo diretamente 20 famílias, diversificando significativamente a atividade
rural, gerando renda e contribuindo para o desenvolvimento de um sistema de produção coletiva,
economicamente viável e ambientalmente sustentável com a obtenção de produtos com valor protéico
de qualidade.
- 2002
Projetos Vencedores
1. Projeto: Inclusão social das pessoas portadoras de deficiência (PPD) no município de Monteiro Lobato (SP): uma ação comunitária
Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP – SP)
Monteiro Lobato/SP
Coordenação: Cláudia Franco e Alberto Monteiro
Resumo: Uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou, em 2002, que 10% da
população mundial são portadoras de algum tipo de deficiência física. São pessoas que sofrem
para superar as barreiras da sociedade para o exercício de seu direito de cidadão. O município de
Monteiro Lobato, no estado de São Paulo, em nada difere dessa realidade. Seus problemas são
agravados pelo fato de que a renda familiar de cerca de 60% de sua população raramente ultrapassa
a um salário mínimo. Diante dessa realidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, o
projeto espera capacitar agentes comunitários de saúde para envolver e mobilizar a sociedade,
familiares e os próprios portadores de deficiência em torno da problemática. Por meio de palestras,
visitas e oficinas, os agentes e os universitários trabalharão para a melhoria da saúde e da
qualidade de vida. Os bairros de São Benedito e Serrinha foram os escolhidos por serem os mais
precários em termos de condições de vida dos portadores de deficiência. Só em uma única família
foram registrados oito portadores de deficiência mental, fruto de relações consangüíneas.
O projeto espera implementar medidas que garantam a homens, mulheres e crianças portadores de
deficiências, adequações de condições que lhes permitam exercer os mesmos direitos e deveres de
todo e qualquer cidadão. Para isso, estão envolvidos na dinâmica alunos de Fisioterapia, Terapia
Ocupacional, Enfermagem, Serviço Social, Arquitetura e Urbanismo e Odontologia, entre outros.
2. Transformando o espaço do Jardim Popular
Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL – SP)
Jardim Popular, em São Paulo, SP
Coordenação: Vivian Fiori
Resumo: O Jardim Popular é uma região pobre da zona leste de São Paulo, com altos índices
de desemprego, carente de áreas verdes e de infra-estrutura. O objetivo do projeto é criar, por
meio de uma proposta multidisciplinar, um espaço para cursos de geração de renda, coleta seletiva,
educação ambiental, nutrição, sexualidade e planejamento familiar, além da instalação de viveiro
de plantas, herbário, jardim, horta comunitária e biblioteca. As salas de aula e o acervo ficarão
em um antigo casarão abandonado, que pertence à Eletropaulo. A intervenção ocorrerá em três
âmbitos: saúde e qualidade de vida, ações comunitárias e qualificação profissional. Para o
treinamento da equipe de universitários criaram-se parcerias da UNICSUL como o Sebrae-SP
(Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e o Centro de Treinamento da Prefeitura
Municipal de São Paulo. Os participantes das oficinas de artesanato e jardinagem terão seus
trabalhos apresentados no dia da inauguração do espaço de convivência. O uso posterior de tal
espaço ficará a cargo da Cooperativa de Reciclagem de São Miguel Paulista, que dará continuidade ao
projeto, e da própria comunidade, com apoio pedagógico da UNICSUL.
Parceiros: SEBRAE, ELETROPAULO – Unidade Monte Santo, CMTC/PMSP – Centro Municipal de Capacitação
e Treinamento, Cooperativa de Coleta Seletiva de São Miguel Paulista.
3. Bem viver no lixão de Itaoca
Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO – RJ)
Localidade: São Gonçalo, RJ
Coordenação: Maria de Fátima dos Santos Cunha Palma
Resumo: O bairro de Itaóca está localizado no município de São Gonçalo, no Estado do Rio
de Janeiro. Atualmente, cerca de 200 famílias sobrevivem da catação de lixo. Os catadores vivem
em condições precárias e insalubres, fruto da extrema miséria e têm nesse tipo de serviço o seu
único meio de sustento e sobrevivência. Por meio do projeto "Bem Viver no Lixão de Itaóca", a
Universidade Salgado de Oliveira, em parceria com a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social
de São Gonçalo, a Associação de Moradores de Itaóca e a Rádio Comunitária, espera auxiliar a
comunidade na criação de novas alternativas de geração de renda, na prevenção de doenças e no
resgate da cidadania. Com ações multidisciplinares, o projeto espera fornecer subsídios para que
a comunidade encontre alternativas econômicas para o complemento de sua renda, além de buscar
orientá-los sobre a prevenção das agressões sofridas com o trabalho próximo ao lixo. Avaliação
nutricional, cursos para os agentes de saúde do município, cursos de geração de renda como pintura
em parede e de artesanato em fuxico para os moradores são algumas das ações propostas pelo projeto.
4. Plantando saúde: utilização da horta de plantas medicinais do presídio Prof. Anibal Bruno como instrumento de trabalho
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE/PE)
Localidade: Recife/PE
Coordenação: Suzene Izídio da Silva
Resumo: O sistema carcerário brasileiro sofre com a superpopulação. A realidade da Unidade
Prisional Professor Aníbal Bruno, no bairro de Totó, em Recife, Pernambuco, não é diferente.
Inaugurado em março de 1969 e ocupando uma área de 104 mil metros quadrados, o presídio foi
projetado para comportar 524 detentos. Hoje, sua população ultrapassa 3.100. Vivendo em condições
precárias e dividindo o mesmo espaço, os detentos sofrem com doenças corriqueiras e de fácil
tratamento, porém recorrentes em um ambiente insalubre. As despesas com os tratamentos demandam
gastos que ultrapassam o orçamento destinado à saúde. O projeto Plantando Saúde visa minimizar os
gastos e contribuir para a melhoria de qualidade vida dos detentos, oferecendo uma futura fonte de
renda, ajudando-os na redução da pena e fortalecendo o exercício de cidadania. A construção de uma
horta de plantas medicinais, a implantação de uma composteira, uma sementeira e um laboratório de
manipulação de fitoterápicos nos padrões auto-sustentáveis são alguns dos objetivos do projeto da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Os alunos esperam, ao longo do desenvolvimento
do projeto, orientar os detentos na produção de plantas medicinais, garantindo a sustentabilidade
da fabricação de remédios caseiros para atendê-los, com a possibilidade de comercialização no
futuro, gerando renda para as famílias dos mesmos. Essas ações internas diminuem a ociosidade entre
os detentos e promovem a redução da pena, capacitando-os para um mercado de trabalho específico.
Os trabalhos resultantes dessa experiência serão divulgados em congressos científicos e os produtos
(xaropes e tinturas, plantas desidratadas, mudas entre outros) serão comercializados para subsidiar
a continuidade do projeto.
5. Projeto Mel e Vida
Universidade do Sagrado Coração (USC – SP)
Araguacema, TO
Coordenação: Nelson Russo de Moraes
Resumo: Com cerca de 5.415 habitantes, a cidade de Araguacema tem a pecuária como principal
atividade econômica. Um dos principais problemas sociais do município nasceu com a implantação dos
assentamentos rurais do INCRA (Instituto de Colonização e Reforma Agrária) e do INTERTINS
(Instituto de Terras do Estado do Tocantins), entre 1997 e 1999. As 680 famílias assentadas ainda
carecem de saneamento e de desenvolvimento comunitário, apesar dos esforços do Município, do
Estado e da União. O Projeto Mel e Vida quer aproveitar o potencial apícola da região de Araguacema,
no norte de Tocantins, e a existência de dois importantes fluxos turísticos – a Romaria do Senhor
do Bonfim e temporada de praia às margens do Rio Araguaia – para incentivar as famílias dos
assentamentos rurais na criação de abelhas, visando a produção de alimentos, geração de renda e
incremento na qualidade de vida. Com o apoio da Escola Agrícola Comunitária, que atende aos filhos
dos assentados, o projeto promoverá um Curso de Apicultura, oferecendo material para os iniciantes
na atividade e uma estrutura comunitária (Casa do Mel) para a manutenção da qualidade do mel.
Por fim, além das famílias diretamente beneficiadas, a Pastoral da Criança receberá parte da
produção de mel para o fortalecimento de suas ações nos assentamentos, combatendo as carências
nutricionais e a mortalidade infantil. O projeto, em parceria com a Secretaria de Saúde e a
Pastoral da Criança, envolve universitários de diversas áreas.
Menções Honrosas:
1. Programa de apoio à melhoria da qualidade de vida
Universidade Federal de Alagoas (UFAL – AL)
Atuação: Maceió, AL
2. Pra-Viver
Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS – RS)
Atuação: São Leopoldo, RS
- 2001
1. "Promoção da saúde e qualidade de vida na comunidade de Água Vermelha"
Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL / SP)
Favela Água Vermelha/SP
Coordenação: Vivian Fiori
Resumo: O eixo central deste projeto é a promoção da saúde e qualidade de vida através de
uma proposta multidisciplinar que busca a promoção das pessoas e a transformação do espaço da
favela Água Vermelha, por meio de cursos de geração de renda, atividades culturais, promoção à
saúde e criação de espaço livre para lazer. A metodologia empregada será interdisciplinar, com
o envolvimento da comunidade, visando a construção dos conhecimentos apreendidos por meio de
palestras, reuniões, cursos, atividades lúdicas, mutirões etc, estimulando a transferência dos
conhecimentos adquiridos em ações comunitárias. Os resultados esperados são: a criação de uma
área de lazer (com quadra poliesportiva e paisagismo), melhorias nas relações familiares, melhor
gerenciamento dos resíduos sólidos e ampliação do universo cultural e profissional dos jovens da
comunidade.
2. Promovendo a saúde no contexto da escola cidadã
Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO / RJ)
Parque Vila Nova – Duque de Caxias/RJ
Coordenação: Francimar de Jesus Moreira de Moura
Resumo: O Projeto a ser implementado no Parque Vila Nova, Duque de Caxias (RJ), pretende
trabalhar com segmentos populacionais ali residentes e, na condição de atores sociais, questões
referentes à promoção da saúde, estilo de vida, meio ambiente, bem como capacitação profissional
de jovens em situação de primeiro emprego e mulheres chefes de família, enquanto demanda em
potencial para atuarem no Restaurante Popular Betinho, situado na entrada desta Comunidade e em
fase de construção. Tem-se como intenção o realce de ações afirmativas no que diz respeito aos
direitos/deveres civis, sociais e políticos. Utilizar-se-á como estratégia a Pedagogia da
Problematização e, como referencial, a Escola Comunitária ali situada.
3. Construindo ações de saúde e qualidade de vida para diversas gerações: uma experiência interdisciplinar
Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR / SP)
São Carlos/SP
Coordenação: Regina Yoneko Dakuzaku
Resumo: Este projeto se propõe a desenvolver ações na saúde, a partir da demanda de duas
cooperativas populares existentes em dois bairros de São Carlos, SP. Iniciando-se pela discussão
e intervenção quanto à saúde no trabalho, demanda já existente nesses dois grupos, ampliar-se-á
para questões de saúde e qualidade de vida da criança e do idoso, envolvendo as cooperadas, suas
famílias e a comunidade local, utilizando-se de metodologia participativa. As atividades com os
grupos serão semanais, durante 6 meses, utilizando-se de reuniões, grupos terapêuticos, palestras,
cursos e orientações específicas. Esperam-se como resultados a melhoria nas condições de trabalho
das cooperadas; a melhoria na compreensão e nas atitudes quanto à criança e ao idoso; a melhor
utilização dos recursos de atenção à saúde.
4. Reciclar, reutilizar, reduzir o lixo = comunidade saudável
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE / PE)
Bairros Apipucos e Vila São João – Recife/PE
Coordenação: Rozélia Bezerra
Resumo: tem como objetivo contribuir para a reutilização, redução e reciclagem do lixo
nesses bairros, determinando uma comunidade saudável, visando a promoção da saúde e qualidade de
vida, através do combate aos fatores de risco à saúde. Também visa estimular a geração de renda e
promover a inserção em projetos sociais de jovens e crianças da comunidade que se encontram em
situação de risco. Serão oferecidos cursos, oficinas e também palestras. As ações na área de saúde
ambiental serão realizadas em parceria com a Empresa Pernambucana de Limpeza Pública (EMLURB).
5. Alinhavando sonhos, costurando esperanças: cooperativa de costura das mulheres do Jardim Oriente
Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP / SP)
Jardim Oriente – Piracicaba/SP
Coordenação: Tânia Mara Vieira Sampaio
Resumo: O projeto espera cooperar para a estruturação do processo cooperativo de mulheres
no Jardim Oriente, em Piracicaba. Constatou-se que o trabalho é um forte elemento de resgate da
dignidade de vida e confere poder às mulheres em seu enfrentamento da pobreza e da violência sexista.
O objetivo é dar continuidade ao resgate da auto-estima, contribuir para a saúde mental e
emocional, identificar modalidades de trabalho remunerado e capacitar para a construção de uma
organização coletiva e cooperativa do trabalho. Da metodologia constam oficinas de capacitação
para processos organizativos de uma atividade cooperativa e para as etapas da produção, reuniões
de reflexão e vivências analíticas das experiências de subordinação.
Menções Honrosas:
Educação Nutricional: uma ação multidisciplinar na melhoria da qualidade de vida da população do município de Dilermando de Aguiar
Centro Universitário Franciscano (UNIFRA /RS)
Vila Marielza: uma comunidade em busca de saúde e qualidade de vida
Universidade Federal de Uberlândia (UFU / MG)
- 2000
1. Saúde e Qualidade de Vida do Adolescente na Comunidade do Varjão-DF
Universidade de Brasília (UNB)
Varjão/DF
Coordenação: Marilucia Rocha de Almeida Picanço
Resumo: O projeto trabalhou na capacitação dos jovens para se tornarem agentes
multiplicadores de um estilo de vida saudável em sua comunidade. Foram parceiros: Sociedade
Brasileira de Pediatria, Ministério da Justiça, Secretaria da Saúde do DF e Unesco. Foram
desenvolvidas oficinas de saúde, informática e educação física. A comunidade solicitou a
continuidade do projeto com o desenvolvimento de site do Varjão, formação de grupos de dança,
teatro e música (incluindo um grupo de rap) e oficinas de confecção de instrumentos musicais,
possibilitando uma fonte de renda aos participantes. Também ocorreram oficinas de artesanato com
porcelana fria e papel marché para as mães dos jovens envolvidos. A produção é vendida na feira
da comunidade. Após o encerramento das atividades, a universidade buscou junto à Coordenação do
UniSol e a outras organizações a viabilização de um espaço no qual seriam realizadas oficinas de
informática, utilizando-se os computadores e impressoras doados à comunidade . Para o bom
desempenho das atividades o UniSol, articulou uma parceria com a Rede Jovem, programa também
criado pela Comunidade Solidária, que vem dando suporte e monitoramento das atividades de
informática realizadas. Hoje, esse local cedido pela Ong “Olho D’água” e chamado pela comunidade
de "Espaço jovem do Varjão", que está em pleno funcionamento sendo usado também para outras
atividades que promovem a capacitação dos jovens da comunidade.
2. Saúde e Qualidade de Vida numa Perspectiva Multidisciplinar
Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul)
Jardim Vila Nova/SP
Coordenação: Vivian Fiori
Resumo: O projeto objetiva o incentivo ao gerenciamento dos resíduos sólidos e o
estímulo ao intercâmbio de conhecimentos, além de contribuir para que os moradores atuem
como agentes de transformação. A região, parte da zona leste da cidade de São Paulo,
concentra grande quantidade de famílias pobres, altos índices de gravidez na adolescência,
falta de perspectiva de trabalho, problemas com drogas e pouca conscientização ambiental. Por
isso, também estão previstos a criação de espaços para reflexão sobre os temas propostos, aulas
práticas e teóricas, visitas domiciliares, mutirões comunitários, oficinas lúdicas, estudos de
casos para busca de soluções em grupo, curso de reciclagem de lixo para catadores e capacitação
de professores que atuam nas escolas do entorno.
3. O Uso de Teatro de Bonecos como Instrumento no Controle das Parasitoses Intestinais
Universidade de Pernambuco (UPE)
Moreno/PE
Coordenação: Zulma Maria de Medeiros
Resumo: O projeto ressalta a necessidade e a importância da mobilização e da conscientização
da comunidade. Por meio do teatro de bonecos, o projeto trabalha a integração de educação,
comunicação e informação, tornando possível a busca conjunta de soluções para problemas locais.
O principal objetivo é promover o controle das parasitoses intestinais, utilizando-se da
comunicação, da arte e da educação. Além de conscientizar os habitantes sobre os riscos de
contaminação, o projeto visa estimular a participação dos agentes de saúde e dos moradores como
elementos ativos no processo de saúde. Todas as atividades desenvolvidas envolvem bonecos,
sua confecção e manipulação, construção de histórias e novos espetáculos. No segundo semestre de
2000, a equipe realizou encontros e oficinas com agentes comunitários de saúde e moradores da
comunidade, além de apresentações de espetáculos com o apoio do grupo Mão Molenga Teatro de
Bonecos e da Secretaria de Saúde do município. Esse projeto continua sendo executado pela IES
com o apoio de mais parceiros e tem melhorado o preparo dos agentes de saúde e a conscientização
da comunidade.
Menções Honrosas:
1. Universidade do Sagrado Coração (USC),
2. Universidade Católica de Santos (Unisantos),
3. Universidade da Amazônia (UNAMA) e
4. Universidade Regional do Cariri (URCA).
- 1999
1. Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Resumo: O projeto "Educar para melhorar - A gente não quer só comida" atuou em Matões/MA e
propôs aprimorar técnicas de apicultura, já praticadas na região. Deu continuidade a ações dos
estudantes promovidas na primeira visita à região, como a costura artística e a produção de
alimentos defumados.
2. Universidade Regional Integrada do Alto do Uruguai e das Missões (URI)
Resumo: O projeto "Centro de Abastecimento: Pólo de Desenvolvimento Regional", que ocorreu
em Coração de Maria/BA, objetivou reabilitar o centro de abastecimento local, uma espécie de feira.
Também previu a organização do espaço ocupado, definindo áreas de circulação e criando boxes para
os feirantes, além de estabelecer padrões de higiene para a comercialização de mercadorias.
3. Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)
Resumo: O projeto "Saúde Legal, Tchê!" atuou em Lamarão (BA) e teve como meta a formação
de agentes multiplicadores de ações em áreas como saúde. Esses agentes atuaram na prevenção de
doenças, a partir da educação da população.
Menções Honrosas:
1. Faculdade de Ciências Gerenciais da UNA (UNA)
2. Fundação Universidade do Rio Grande (FURG)
3. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC)
4. Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
5. Universidade Metropolitana de Santos (Unimes)
- 1998
Equipes premiadas:
1. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC, que atuou no município de Antônio Cardoso/BA.
2. Universidade de Brasília - UnB, que atuou no município de Areia Branca/SE.
3. Universidade do Vale do Itajaí - Univali, que atuou no município de Coribe/BA.
4. Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, que atuou no município de São Gabriel da Cachoeira/AM.
5. Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e Universidade da Amazônia - Unama, que atuaram em conjunto no município de Maracanã/PA.
Equipes homenageadas:
1. Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP, que atuou no município de Beruri/AM
2. Universidade Cruzeiro do Sul - Unicsul, que atuou no município de Major Isidoro/AL.
3. Universidade Caxias do Sul - UCS, que atuou no município de Cabaceiras do Paraguaçu/BA.
4. Universidade Federal do Acre - UFAC, que atuou no município de Barroquinha/CE.
5. Universidade Federal do Pará - UFPA, que atuou no município de Piranhas/AL.
6. Universidade de Fortaleza - UNIFOR, que atuou no município de Poço Redondo/SE.
7. Universidade Regional de Blumenau - FURB, que atuou no município de Macaúbas/BA.
8. Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, que atuou no município de Caetés/PE.
9. Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP, que atuou no município de Caetés/PE.
- 1997
Equipes premiadas:
1. Universidade Federal de Alagoas - UFAL, que atuou no município de Jardim/CE.
2. Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, que atuou no município de Iranduba/AM.
3. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - UFMS, que atuou no município de Santo Amaro das Brotas/SE.
4. Universidade do Vale do Paraíba - Univap, que atuou no município de Santa Bárbara/BA.
5. Universidade Católica de Goiás - UCG, que atuou no município de Indiaroba/SE
Equipes homenageadas:
1. Universidade Católica de Brasília - UCB, que atuou no município de Areia Branca/SE.
2. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC, que atuou no município de Baianópolis/BA.
3. Universidade Federal do Acre - UFAC, que atuou no município de Várzea/RN.
4. Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, que atuou no município de Caririaçu/CE.
5. Universidade de Passo Fundo - UPC, que atuou no município de Mogeiro/PB.
6. Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, que atuou no município de Igreja Nova/AL.
7. Universidade Regional de Blumenau - FURB, que atuou no município de Jaramataia/AL.
8. Universidade Católica de Goiás - UCG, que atuou no município de Moita Bonita/SE.
- 1996
Premiados:
Melhor Universitário (empate técnico):
1. André Ribeiro Troiano, como estudante da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que atuou no município de Palmeirais/PI.
2. Anadir Pessoa Cavalcante, como estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, que atuou no município de Betânia/PE.
Melhor Professor
Rita de Souza Leal, como professora-coordenadora da equipe da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC, que atuou no município de Itajibá/BA
Melhor Município
Prefeitura Municipal de Riacho dos Machados / MG
Melhor Equipe
Equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que atuou no município de
Mirandiba/PE, formada pelos estudantes:
1. Ana Iris Fernandes Carmelo
2. Elaine Melo de Brito Costa
3. Enéias Bezerra Gouveia
4. Eva Wilma Brandão Fernandes
5. Ieda Maria Pinheiro Fernandes
6. Jean Carlo Delfino Fernandes
7. Josicleber de Oliveira Medeiros
8. Juliana Teixeira Jales M. Pino
9. Rúbia Rochelle Soares Bezerra
10. Sandra Oliveira de Morais
11. Sérgio Luiz Veríssimo Bezerra